KARINA BUHR

Karina Buhr nasceu em Salvador, em 1974. Em 1981 se mudou pra Recife, onde começou seus trabalhos como percussionista e cantora, em 1993, tocando percussão e cantando nos maracatus Piaba de Ouro e Estrela Brilhante. Karina tocou com DJ Dolores e Orchestra Santa Massa, Erasto Vasconcelos, Antônio Nóbrega, fez parte das bandas Eddie e Comadre Fulozinha. No trabalho solo tem quatro álbuns autorais, “Eu menti pra você” (2010), “Longe de onde” (2011), “Selvática” (2015) e “Desmanche” (2019). Em 2022 lançou “Mainá”, seu primeiro romance, pela editora Todavia. Seu livro de estreia é “Desperdiçando Rima” (Fábrica 231), de poesias, crônicas e ilustrações.

De 2002 a 2007 integrou o Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez Correa, onde participou de As Bacantes e Os Sertões, em cartaz em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Quixeramobim, Canudos e abriu a temporada 2005/2006 do Volksbühne, em Berlim.

Em 2010 ganhou o prêmio de artista do ano pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e tocou na Womex Copenhague, Dinamarca. Em 2011 tocou no festival Roskilde, na Dinamarca, no Rock in Rio em show com Marcelo Yuka, Cibelle e Amora Pêra. No Prêmio Bravo 2012 concorreu a melhor show nacional, ao lado de Marisa Monte e Gal Costa. Em 2014 se apresentou no Palau de la Musica Catalana, em Barcelona e El Matadero, em Madri, na turnê que também passou por Porto, Lisboa e Berlim.

Em 2015 lançou o primeiro livro, Desperdiçando Rima (Fábrica 231). Em 2018 a turnê Selvática passou por Portugal, na Casa da Música do Porto, no Festival Bairro Intendente em Festa, em Lisboa, e festival Músicas do Mundo, em Sines. Em 2020 estreou no cinema como atriz em Meu Nome é Bagdá, filme de Caru Alves de Souza, vencedor do prêmio do júri da mostra Generations, na Berlinale, Berlim. Na Berlinale também estrearam os longas Irmã (de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes) e Alice Junior (de Gil Baroni), ambos com músicas de Karina na trilha sonora. Em 2020 fez a trilha sonora do curta Menarca, de Lillah Halla, em parceria com Zé Nigro.

O longa Sequestro Relâmpago (de Tata Amaral), o curta Enjaulados (de Kléber Mendonça Filho), o filme e a peça A Máquina (de João Falcão), a minissérie Clandestinos (de Guel Arraes e Flávia Lacerda, na Globo) e Descolados (de Luca Paiva Mello, na MTV) também tem músicas de autoria de Karina. No 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora com o filme Era uma vez eu, Verônica (de Marcelo Gomes).

Em 2020 compôs e gravou Saudades de Lá e Acordar e Perfumar, parcerias com Mauro Refosco e Joey Waronker, lançadas, em 2021, no Blue Marble Sky, disco de estreia da banda Jomoro e desde março de 2020 escreve crônicas e ilustra a coluna “Geralmente”, na Revista Continente online e em 2022 lançou “Mainá” (Todavia), seu primeiro romance.


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